Ben O’Connor retorna à Decathlon CMA CGM para a temporada 2027
O ciclista australiano Ben O’Connor está de volta à Decathlon CMA CGM para a temporada 2027. O retorno foi anunciado oficialmente em 20 de outubro de 2026, com um contrato válido até o fim de 2028, após duas temporadas defendendo a Team Jayco AlUla. A mudança marca a volta do australiano à equipe francesa, pela qual conquistou alguns dos resultados mais importantes de sua carreira.
Aos 30 anos, O’Connor chega para reforçar o grupo de escaladores da Decathlon CMA CGM e ampliar as opções da equipe para as grandes voltas do calendário internacional. O anúncio também faz parte de uma movimentação mais ampla da formação francesa para 2027, que confirmou as contratações de Laurens De Plus e Pavel Sivakov.
O retorno tem um componente esportivo importante: foi justamente durante sua primeira passagem pela estrutura francesa que O’Connor consolidou seu nome entre os principais competidores de provas por etapas, com vitória de etapa no Tour de France e o segundo lugar na classificação geral da Vuelta a España em 2024.
O’Connor deixou a estrutura francesa ao fim de 2024 para defender a Jayco AlUla a partir da temporada seguinte. A mudança representou uma oportunidade de competir por uma equipe australiana e assumir um papel central em seu projeto esportivo.
Antes disso, o australiano havia integrado a formação francesa entre 2021 e 2024, período em que a equipe utilizou diferentes denominações comerciais, incluindo AG2R Citroën e Decathlon AG2R La Mondiale.

A volta à Decathlon CMA CGM encerra, portanto, um ciclo de dois anos na Jayco AlUla e recupera uma parceria que já produziu resultados expressivos em competições de três semanas.
O contrato anunciado vai até o fim de 2028. Em declaração divulgada pela equipe, O’Connor destacou que suas maiores conquistas profissionais ocorreram durante a primeira passagem pela formação francesa e demonstrou entusiasmo com a possibilidade de retornar a um ambiente no qual já obteve sucesso.
A equipe, por sua vez, apresenta as novas contratações como parte de seu planejamento para as próximas temporadas, com o objetivo de fortalecer o elenco e ampliar suas possibilidades nas principais provas do calendário.

As conquistas que marcaram a primeira passagem
Um dos resultados mais importantes de O’Connor pela equipe francesa aconteceu no Tour de France de 2021. O australiano venceu a etapa com chegada em Tignes, depois de uma atuação de destaque na montanha, e terminou aquela edição na quarta colocação da classificação geral.

O resultado consolidou sua capacidade de disputar posições importantes em grandes voltas, especialmente em percursos com etapas de alta montanha.
Em 2024, novamente defendendo a equipe francesa, O’Connor protagonizou uma das campanhas mais marcantes de sua carreira na Vuelta a España. Ele venceu a sexta etapa, com chegada em Yunquera, e assumiu a liderança geral da prova.
O australiano permaneceu com a camisa vermelha por 13 dias e terminou a competição na segunda colocação, atrás do esloveno Primož Roglič. A campanha demonstrou sua capacidade de construir uma vantagem expressiva e sustentar a disputa pela classificação geral durante boa parte de uma grande volta.

Naquele mesmo ano, O’Connor também terminou o Giro d’Italia na quarta posição e conquistou a medalha de prata na prova de estrada do Campeonato Mundial de Ciclismo, realizado em Zurique, na Suíça.
Esse conjunto de resultados reforçou seu perfil como escalador e competidor de classificação geral, características que ajudam a explicar o interesse da Decathlon CMA CGM em recuperar o australiano para o próximo ciclo esportivo.
Vitória no Tour de France de 2025 pela Jayco AlUla
A passagem pela Jayco AlUla também produziu um resultado de grande relevância.
No Tour de France de 2025, O’Connor venceu a 18ª etapa, com chegada no Col de la Loze, nos Alpes franceses. A jornada de montanha foi uma das mais exigentes daquela edição e representou uma vitória importante para o australiano em sua nova equipe.
O triunfo mostrou que, mesmo após deixar a estrutura francesa, O’Connor continuava capaz de disputar e vencer etapas de alta montanha no principal evento do ciclismo mundial.
Sua transferência para 2027 não significa, portanto, um afastamento de um ciclista sem resultados recentes de destaque. Pelo contrário, a vitória no Tour de 2025 reforçou sua experiência em situações de alta exigência física e competitiva.
A expectativa em torno do retorno está relacionada à possibilidade de combinar essa experiência com uma estrutura esportiva que já conhece suas características e na qual alcançou alguns dos melhores resultados de sua trajetória.
Decathlon CMA CGM reforça o grupo de escaladores
O anúncio de O’Connor foi acompanhado pela confirmação de outras duas contratações para 2027: o francês Pavel Sivakov e o belga Laurens De Plus.
Sivakov chega após defender a UAE Team Emirates-XRG e assinou contrato até o fim de 2029. De Plus, que estava na estrutura da INEOS, também se comprometeu com a Decathlon CMA CGM até o fim de 2028.
As três movimentações ampliam as alternativas da equipe para as etapas de montanha e as corridas por etapas. Os novos integrantes acumulam experiência em provas de alto nível e podem desempenhar diferentes funções conforme o percurso e os objetivos definidos para cada competição.
A equipe também conta com o jovem francês Paul Seixas, apontado como uma das principais promessas do ciclismo internacional. A combinação entre atletas experientes e talentos em desenvolvimento faz parte da estratégia esportiva da formação francesa.
Ainda não foram divulgadas todas as funções individuais dos novos contratados em cada grande volta de 2027. Por isso, embora O’Connor tenha histórico e capacidade para disputar a classificação geral, seu calendário e o grau de liderança que receberá em cada prova dependerão das decisões esportivas da equipe.
A chegada de reforços também deve ser entendida no contexto das mudanças no elenco. O austríaco Felix Gall, que ocupava um papel importante nas provas por etapas, está de saída para a Lidl-Trek, criando espaço para uma reorganização do grupo de escaladores.
O que a mudança representa para O’Connor
A volta à Decathlon CMA CGM oferece ao australiano a oportunidade de retomar uma trajetória em uma equipe na qual já conhece os métodos de trabalho, a estrutura técnica e o ambiente competitivo.
Para um ciclista que busca resultados em grandes voltas, fatores como planejamento de temporada, suporte nas etapas de montanha, preparação física e composição do elenco podem ser determinantes.
A presença de outros escaladores experientes também permite diferentes estratégias. Em uma prova de três semanas, por exemplo, uma equipe pode distribuir responsabilidades entre seus líderes, utilizar corredores para integrar fugas ou reservar atletas para apoiar a classificação geral nos dias decisivos.
O’Connor já demonstrou capacidade para competir em diferentes cenários: desde buscar vitórias isoladas em etapas de montanha até sustentar a liderança de uma grande volta por quase duas semanas.
A principal questão para 2027 será entender como a Decathlon CMA CGM organizará seus objetivos entre os diferentes nomes do elenco e quais competições serão prioritárias para o australiano.
Uma nova etapa a partir de 2027
O retorno de Ben O’Connor à Decathlon CMA CGM reúne dois elementos importantes: a recuperação de uma parceria que produziu resultados expressivos e a reformulação do grupo de escaladores da equipe francesa.
Com contrato até 2028, o australiano terá a oportunidade de voltar a disputar as principais provas do calendário internacional em uma estrutura na qual já conquistou uma etapa do Tour de France, venceu na Vuelta a España e terminou uma grande volta na segunda colocação geral.
A contratação de O’Connor, somada às chegadas de Pavel Sivakov e Laurens De Plus, mostra que a Decathlon CMA CGM está reforçando suas opções para as próximas temporadas. O desempenho desse grupo dependerá da integração dos corredores, da distribuição de responsabilidades e do planejamento para cada competição.
A temporada 2027 será o primeiro teste dessa nova configuração. Para O’Connor, o desafio será transformar o retorno à antiga equipe em uma nova sequência de resultados relevantes no pelotão internacional.

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