Volta Ciclística de Santa Catarina 2026 tem como grande campeão Javier Jamaica, da Colômbia

Ciclista da Nu Colombia (foto) termina em primeiro na classificação geral após a etapa final, realizada em Florianópolis, neste domingo (6), com vitória brasileira de Igor Molina (Andbank Cycling Team) – Fotos: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Florianópolis, 6 de setembro de 2026 – A Volta Ciclística de Santa Catarina 2026 terminou neste domingo (6) com um campeão colombiano e uma demonstração de força do ciclismo sul-americano. Javier Jamaica, da Nu Colombia Ciclismo, confirmou a liderança construída ainda na segunda etapa e conquistou o título geral da competição após completar a etapa final, disputada em Florianópolis. O ciclista também levou para casa a camisa de bolinhas, referente à classificação de montanha, coroando uma participação marcada pela regularidade e pelo protagonismo nas etapas decisivas.

A última etapa, com 70,99 quilômetros pelas ruas da capital catarinense, teve vitória brasileira. Igor Molina, da Andbank Cycling Team, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, em uma chegada rápida que reuniu os principais velocistas do pelotão. O ciclista completou o percurso em 1h33min43s e garantiu a terceira vitória brasileira da edição, encerrando em grande estilo a participação das equipes nacionais em uma competição internacional de categoria 2.2.

Com chancela da UCI America Tour e distribuição de pontos para o ranking das Américas e para o ciclo olímpico, a Volta Ciclística de Santa Catarina reuniu equipes e atletas de diferentes países ao longo de uma semana marcada por montanhas, contrarrelógio, sprints e mudanças de cenário.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Jamaica havia conquistado a camisa amarela na segunda etapa, no alto do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor, em Ituporanga. A partir dali, conseguiu defender a liderança até o final, resistindo às principais investidas dos adversários e confirmando o título depois de uma etapa-rainha especialmente exigente na Serra do Rio do Rastro.

“Estou muito contente com este título. Fomos uma equipe muito forte durante toda a competição. Foi uma Volta muito completa, com contrarrelógio, etapas de montanha e também planas. Já tenho vontade de voltar para a edição do próximo ano”, afirmou Javier Jamaica após confirmar a conquista.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Jamaica domina as montanhas e leva a camisa amarela para a Colômbia

A vitória na classificação geral não foi o único troféu conquistado pelo colombiano. Javier Jamaica também garantiu definitivamente a camisa de bolinhas, destinada ao líder da classificação de montanha.

O desempenho nas subidas foi determinante para sua campanha. A Volta percorreu algumas das regiões mais montanhosas e emblemáticas de Santa Catarina, incluindo Ituporanga, Urubici, São Joaquim e a Serra do Rio do Rastro. A capacidade de Jamaica de se manter entre os primeiros nesses terrenos permitiu construir e posteriormente administrar a vantagem na classificação geral.

Na etapa-rainha, disputada no sábado (5), entre Orleans e o alto da Serra do Rio do Rastro, Jamaica protagonizou uma das disputas mais importantes da competição. Ele superou nos metros finais Diego Camargo, do Team Medellín EPM, campeão da edição anterior, e chegou a Florianópolis com uma vantagem de 30 segundos.

Na capital, o líder não precisou atacar. Sua estratégia foi controlar a corrida e permanecer protegido por seus companheiros. A etapa plana favorecia os velocistas, enquanto Jamaica precisava apenas evitar problemas e chegar ao final junto do pelotão principal.

A missão foi cumprida.

A camisa amarela, portanto, retorna para a Colômbia, assim como a camisa de bolinhas. O título geral entre equipes também ficou com a Nu Colombia Ciclismo, consolidando o domínio da formação colombiana ao longo da competição.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

As demais camisas da Volta

A camisa verde, destinada ao vencedor da classificação por pontos, terminou com o chileno Francisco Kotsakis, da Plus Performance Zeo Sport. O velocista teve participação destacada nas metas volantes e chegou à etapa final em posição privilegiada para garantir o título.

Kotsakis confirmou a conquista justamente em Florianópolis. Antes da chegada, passou em primeiro pela primeira meta volante do dia, somando os pontos necessários para assegurar definitivamente a classificação.

A camisa branca, voltada aos ciclistas mais jovens da categoria Sub-23, foi conquistada por Guilherme Freitas, do Avaí F.C. – FME Florianópolis – APGF.

Já a camisa verde e vermelha, destinada ao melhor ciclista catarinense, ficou novamente com Gabriel Metzger, da ACRS Cycling Team / Semel / Audax / RoyalCiclo. O atleta repetiu o feito da edição anterior e encerrou a competição como principal representante de Santa Catarina na classificação específica.

Com isso, a Volta distribuiu seus principais títulos entre atletas de diferentes nacionalidades, reforçando o caráter internacional da competição e, ao mesmo tempo, evidenciando a presença brasileira em posições importantes.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Florianópolis fecha a Volta entre mar, história e velocidade

Depois de cinco dias de disputas em diferentes regiões do estado, a Volta Ciclística de Santa Catarina chegou ao seu capítulo final em Florianópolis.

A escolha da capital para o encerramento criou um contraste com as etapas anteriores. Depois do frio da Serra Catarinense, das longas subidas e da emblemática chegada no alto da Serra do Rio do Rastro, o pelotão encontrou um percurso majoritariamente plano, ideal para os sprinters.

Os 70,99 quilômetros levaram os ciclistas por alguns dos principais pontos de Florianópolis. A Ponte Hercílio Luz, um dos maiores símbolos de Santa Catarina, esteve no roteiro. O percurso também passou pelo estádio da Ressacada e pelo Ribeirão da Ilha, região marcada pela preservação da cultura e da influência da imigração açoriana.

Foi uma maneira simbólica de encerrar uma competição que, ao longo dos dias anteriores, havia apresentado diferentes faces do estado.

No domingo, a cidade recebeu os ciclistas em clima de celebração. Para as equipes, era o momento de concluir o esforço de uma semana inteira. Para os velocistas, por outro lado, havia uma última oportunidade de conquistar uma vitória.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Fuga dura uma hora, mas pelotão controla a corrida

A etapa final começou com algumas tentativas de fuga. Logo depois da passagem pelo trecho continental de Florianópolis, André Gohr e Cristian Egídio, ambos da Taubaté Cycling Team / Tarumã, conseguiram escapar e permaneceram na frente durante aproximadamente uma hora.

A dupla abriu vantagem, mas o pelotão manteve a diferença sob controle. A aproximação da primeira meta volante foi decisiva para a neutralização.

A cerca de dois quilômetros do sprint intermediário, realizado na arena montada na Avenida Beira-Mar Norte, Gohr e Egídio foram alcançados. A partir daí, os velocistas começaram a disputar os pontos restantes.

Francisco Kotsakis foi o primeiro a cruzar a meta volante e confirmou sua posição na classificação por pontos. Pedro Figueiredo Leme, da LocalizaMeoo / Swift Pro Cycling, terminou em segundo, enquanto Tomás Quiroz, também da Plus Performance Zeo Sport, ficou com a terceira posição.

Com a classificação dos velocistas praticamente definida, o pelotão seguiu compacto.

Fonte: Lucas Hahn/Volta Ciclística de Santa Catarina

Última meta volante prepara a chegada

A segunda meta volante do dia foi realizada na VAC, a Via Amiga do Ciclista, espaço utilizado para treinos e lazer aos domingos pela manhã em Florianópolis.

Dessa vez, Magno Prado, da ACRS Cycling Team / Semel / Audax / RoyalCiclo, foi o primeiro a cruzar a linha do sprint. Gabriel Sousa e Rodrigo do Nascimento, ambos da LocalizaMeoo / Swift Pro Cycling, completaram as posições seguintes.

Depois da disputa, o pelotão passou a se preparar para o momento mais aguardado do dia: a chegada.

As equipes posicionaram seus principais velocistas e começaram a trabalhar para controlar os últimos quilômetros. A velocidade aumentou gradativamente, enquanto os atletas buscavam as melhores posições.

Javier Jamaica, já com o título praticamente assegurado, também participou do trabalho coletivo nos metros finais. O líder da classificação geral chegou a puxar o pelotão, protagonizando uma imagem marcante para encerrar sua campanha na Volta.

Mas a vitória da etapa seria brasileira.

Igor Molina vence e encerra a competição em alta

Na aceleração final, Igor Molina encontrou o espaço necessário e assumiu a dianteira. O ciclista da Andbank Cycling Team cruzou a linha em primeiro após 1h33min43s, conquistando a etapa final da Volta Ciclística de Santa Catarina 2026.

Francisco Kotsakis terminou em segundo, enquanto seu companheiro de equipe Tomás Quiroz ficou na terceira colocação. O resultado garantiu uma chegada internacional, mas com protagonismo brasileiro no topo.

Para Molina, o triunfo foi resultado do trabalho de toda a equipe.

“Essa vitória não é só minha, é da equipe. Nosso grupo é bem unido e entrosado. Todos tiveram oportunidades de vencer nessa Volta, tanto que o Euller (Magno) venceu a terceira etapa, na Serra Catarinense, na sexta-feira. Neste domingo viemos com a mentalidade de conseguir vencer, trazendo para mim o sprint”, explicou.

O ciclista também contou como foi a disputa nos metros finais.

“No final, tive que acertar o tempo e posicionamento, encontrei espaço de cara no vento, e consegui passar na frente. Essa vitória vai para o meu pai, que me acompanha desde criança. Ele não pôde estar presente dessa vez, mas está assistindo e certamente está muito feliz”, completou.

Três vitórias brasileiras em uma competição internacional

A conquista de Igor Molina fechou uma campanha expressiva das equipes brasileiras. Ao longo das seis disputas da programação profissional, os atletas nacionais conquistaram três vitórias.

Euller Magno venceu a etapa disputada entre Urubici e o alto da Serra do Rio do Rastro, enquanto a LocalizaMeoo / Swift Pro Cycling foi a melhor no contrarrelógio por equipes realizado em Orleans. Igor Molina, por sua vez, venceu a etapa final em Florianópolis.

O desempenho chama atenção principalmente pela qualidade do pelotão internacional. Colômbia e Chile levaram equipes fortes para Santa Catarina, e os atletas desses países estiveram constantemente nas primeiras posições.

Ainda assim, os brasileiros conseguiram ocupar posições importantes tanto nas etapas quanto na classificação geral. A presença de representantes nacionais entre os dez primeiros também mostrou que a competição pode desempenhar papel importante no desenvolvimento e na exposição internacional dos ciclistas do país.

Uma Volta que atravessou Santa Catarina

A edição 2026 também reforçou a dimensão turística do evento. Em seis dias de competição, a Volta percorreu 581,85 quilômetros e acumulou 8.176 metros de desnível.

O roteiro começou em Pomerode e passou por Ascurra, Ituporanga, Urubici, São Joaquim, Orleans, Lauro Müller, Treviso e pela Serra do Rio do Rastro antes de chegar a Florianópolis.

Cada região apresentou uma característica diferente. O Vale Europeu mostrou sua tradição e arquitetura; Ituporanga recebeu a competição em meio ao turismo religioso; a Serra Catarinense ofereceu frio, montanhas e grandes altimetrias; e Florianópolis encerrou a prova unindo mar, história e paisagens naturais.

A presença de atletas, equipes, familiares e integrantes da organização também movimentou a economia das cidades. Hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio e prestadores de serviços foram beneficiados pela circulação de pessoas durante a semana.

A Volta, dessa forma, ultrapassou o caráter exclusivamente esportivo e se consolidou como uma ferramenta de turismo esportivo e divulgação do estado.

Amadores também ganharam espaço

A edição de 2026 ampliou a participação do público geral com os desafios amadores. No sábado, foi realizado o Desafio Volta SC Rio do Rastro, com largada em Lauro Müller e chegada no alto da serra para as categorias Road/Gravel, E-bike e MTB.

Os participantes dividiram o cenário com os profissionais e muitos permaneceram no local para acompanhar a disputa da etapa-rainha.

A programação será encerrada oficialmente nesta segunda-feira (7), feriado de 7 de setembro, com o Desafio Volta SC Floripa, na Beira-Mar Continental. A prova terá largada e chegada em Florianópolis e contará com categorias Road, Gravel e MTB.

Às 14h também será realizada a Mini Volta SC Kids, destinada aos jovens, enquanto as largadas das categorias adultas começam às 14h30.

Organização já pensa em 2027

Com a edição de 2026 encerrada no âmbito profissional, a organização já trabalha na próxima temporada. Segundo Ricardo Ziehlsdorff, diretor da Corre Brasil, organizadora do evento, a data de 2027 ainda está em definição.

“Estamos definindo datas para a próxima edição. Neste ano, foi antecipada por conta das eleições e para fugirmos das chuvas por conta do El Niño. Vamos construir uma data e, com a Polícia Militar, os percursos. O mais complicado da Volta é a mudança de cidades e logística”, explicou.

A expectativa é que a próxima edição aconteça no início de outubro e reúna ainda mais equipes.

“Provavelmente vamos realizá-la no início de outubro em 2027, tentar buscar mais equipes para participar e fazer uma Volta ainda maior, e bem entregue para o público. Tínhamos uma missão para este ano de termos torcedores na Serra do Rio do Rastro e conseguimos, com imagens que ficarão para sempre na nossa lembrança e esperamos repetir novamente nas próximas”, acrescentou Ziehlsdorff.

A declaração resume o principal legado da edição de 2026: uma competição que conseguiu unir alto nível esportivo, participação popular, turismo e paisagens capazes de projetar Santa Catarina para além das fronteiras brasileiras.

No alto da Serra do Rio do Rastro, Javier Jamaica construiu a vantagem que lhe garantiu o título. Em Florianópolis, apenas precisou defendê-la. Ao cruzar a linha final, o colombiano confirmou uma campanha sólida e levou para a Colômbia a camisa amarela de campeão da Volta Ciclística de Santa Catarina 2026.

A competição termina, mas a imagem de Jamaica vencendo nas montanhas, de Igor Molina triunfando no sprint e do pelotão percorrendo alguns dos principais cenários catarinenses permanece como retrato de uma edição que colocou novamente o estado no centro do ciclismo de estrada das Américas.

Resultados completos: 

https://www.clasificacionesdelciclismocolombiano.com/volta-santa-catarina-2026

Informações para imprensa

SixComm Comunicação – Danilo Caboclo

danilo@gruposix.com.br – 48 9.9177-8099

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