Rei e Rainha da Montanha: 12 km de subida vão decidir disputa especial do L’Étape by Tour de France presented by Nubank

Etapa de Campos do Jordão (SP) será disputada neste domingo (27), com largadas a partir das 6h e mais de 3.500 ciclistas inscritos

Uma escalada de aproximadamente 12 quilômetros, com 653 metros de ganho de altitude e trechos que chegam a apresentar inclinações médias próximas de 8%, será um dos principais desafios do L’Étape Brasil by Tour de France presented by Nubank, em Campos do Jordão (SP). A etapa será realizada neste domingo (27) e terá mais de 3.500 atletas, distribuídos entre os percursos longo e curto.

Fonte: Street Films | On Board 360

Além de representar um dos momentos tecnicamente mais exigentes da prova, a subida terá um significado especial para os participantes do percurso de 107 quilômetros. É nela que serão definidos o Rei e a Rainha da Montanha, uma classificação inspirada diretamente em uma das tradições mais conhecidas do Tour de France.

O segmento cronometrado estará localizado na parte final do percurso longo, quando os ciclistas já terão percorrido aproximadamente 87 quilômetros. Nesse ponto, o desgaste acumulado, a altitude e a necessidade de administrar alimentação e hidratação passarão a ter peso importante no desempenho.

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O percurso longo terá 107 quilômetros e aproximadamente 2.300 metros de altimetria acumulada, levando os participantes por diferentes regiões da Serra da Mantiqueira. A largada está prevista para as 6h, em Campos do Jordão.

A montanha que vai decidir o Rei e a Rainha

A disputa de Rei e Rainha da Montanha acontecerá em uma escalada de aproximadamente 12 quilômetros, iniciada depois de os ciclistas já terem completado grande parte do percurso. O trecho acumula cerca de 653 metros de ganho de altitude e leva a uma região próxima dos 1.650 metros.

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O perfil da subida não é uniforme. A dificuldade aumenta progressivamente, fazendo com que a estratégia de ritmo seja fundamental para quem pretende registrar um dos melhores tempos no segmento.

Nos primeiros seis quilômetros, a inclinação média fica próxima de 5%. Nos seis quilômetros finais, a média aumenta para aproximadamente 6%. Dentro desse trecho aparecem setores ainda mais exigentes, incluindo quilômetros com inclinações médias de 7,8% e 7,7%.

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Na prática, o segmento reúne distância suficiente para exigir resistência e inclinação suficiente para provocar diferenças significativas entre os ciclistas. Como a subida aparece depois de quase 90 quilômetros de prova, a condição física naquele momento também será influenciada pela maneira como cada participante administrou o esforço anterior.

“A disputa de Rei e Rainha da Montanha ocorre no percurso longo e está posicionada em um momento em que o ciclista já acumulou boa parte dos 107 quilômetros. São aproximadamente 12 quilômetros de subida, 653 metros de ganho de altitude e uma inclinação que aumenta em setores importantes na parte final. Isso exige estratégia. Quem quiser buscar o melhor tempo na montanha terá de chegar a esse trecho ainda com capacidade para aumentar o ritmo”, explica Fernando Cheles, diretor técnico do L’Étape Brasil.

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A classificação de Rei e Rainha da Montanha será exclusiva dos participantes do percurso longo. Entretanto, todos os ciclistas que passarem pelo segmento terão o trecho cronometrado.

Quase 90 quilômetros antes da subida decisiva

Embora o segmento de montanha concentre grande parte da atenção, a preparação para a escalada começa muito antes. O percurso longo do L’Étape Brasil em Campos do Jordão apresenta uma combinação de subidas, descidas e mudanças de altitude que exigirá dos participantes uma estratégia de esforço durante praticamente toda a prova.

A largada acontece às 6h, em Campos do Jordão, cidade localizada em uma das regiões mais altas do estado de São Paulo. Logo no início, os ciclistas enfrentam o setor do Pico de Itapeva, por volta do quilômetro 13, em uma área em que o percurso se aproxima dos 1.900 metros de altitude.

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Depois desse primeiro contato com a altitude, o desenho do percurso muda significativamente. Os participantes enfrentam uma longa perda de elevação, passam pelo Portal de Campos do Jordão e seguem em direção a Santo Antônio do Pinhal.

O percurso continua até o Trevo da Estrada do Machadinho com a Serra Velha, seguindo posteriormente até o retorno no Lajeado, localizado aproximadamente no quilômetro 73,7.

Depois do retorno, os ciclistas refazem parte do caminho em direção ao Trevo Machadinho x Serra Velha. É nesse setor que ocorre uma das principais mudanças de característica da prova: depois de uma extensa descida, começa a recuperação de altitude que conduzirá ao trecho decisivo da competição.

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Por isso, a disputa pela melhor marca na montanha não será determinada apenas pela capacidade de escalar. O desempenho dependerá também da maneira como cada atleta terá administrado ritmo, potência, alimentação, hidratação e reservas energéticas durante os quilômetros anteriores.

Estratégia será fundamental no ciclismo de estrada

Em uma prova de granfondo com mais de 100 quilômetros, a diferença entre atacar uma subida com energia disponível ou chegar ao início da escalada já próximo do limite pode ser determinante.

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No caso do L’Étape Brasil, essa característica fica ainda mais evidente porque a disputa de montanha acontece na parte final do percurso. O ciclista que tentar acompanhar ritmos muito elevados nas primeiras partes da prova poderá pagar o preço quando a inclinação voltar a aumentar.

Por outro lado, uma estratégia excessivamente conservadora também pode representar perda de tempo antes do início do segmento cronometrado.

A alimentação durante a prova assume papel importante nesse contexto. O objetivo é chegar à subida com disponibilidade energética suficiente para sustentar o esforço durante aproximadamente uma hora, dependendo do ritmo individual, da capacidade do atleta e das condições encontradas no dia.

A hidratação também ganha importância em uma prova realizada em altitude e com variações significativas de elevação. Mesmo em temperaturas mais baixas, a reposição adequada de líquidos e eletrólitos faz parte da estratégia de resistência em percursos de longa duração.

Rei da Montanha é tradição do Tour de France

A classificação de montanha do L’Étape Brasil tem inspiração direta no Tour de France, uma das competições mais tradicionais do ciclismo mundial.

No Tour, a classificação de montanha foi criada em 1933 para reconhecer os ciclistas que apresentavam melhor desempenho nas escaladas. Ao longo da competição, as montanhas são categorizadas de acordo com características como dificuldade e inclinação, e os atletas recebem pontos conforme sua passagem pelos diferentes pontos de classificação.

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A tradição ganhou uma de suas marcas visuais mais conhecidas em 1975, quando a camisa branca com bolinhas vermelhas, conhecida como maillot à pois rouges, passou a identificar o líder da classificação de montanha.

O padrão de bolinhas vermelhas foi associado ao patrocinador da classificação naquele período, a marca de chocolates Poulain, que utilizava uma embalagem branca com bolinhas vermelhas em um de seus produtos.

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Desde então, a camisa de bolinhas tornou-se um dos símbolos do Tour de France e passou a representar, no imaginário do ciclismo de estrada, os grandes escaladores.

No L’Étape Brasil, o conceito é adaptado para o universo dos ciclistas amadores e participantes de granfondos, permitindo que os atletas tenham uma disputa específica dentro do percurso.

“Rei e Rainha da Montanha traduzem muito bem o que significa trazer a experiência do Tour de France para o ciclista amador. A montanha tem uma simbologia muito forte no Tour, com a camisa de bolinhas e grandes histórias construídas nas subidas. Quando levamos esse conceito para o L’Étape, aproximamos o participante dessa tradição. Ele pode disputar uma classificação de montanha dentro do seu próprio desafio e sentir um pouco do que torna o Tour de France uma referência mundial no ciclismo”, afirma Bruno Prada, CEO do L’Étape Brasil.

Percurso curto também terá subida de categoria 1

A programação de Campos do Jordão terá ainda um segundo desafio. O percurso curto, com 66 quilômetros e aproximadamente 1.300 metros de altimetria acumulada, terá largada às 7h20.

Embora não tenha a classificação específica de Rei e Rainha da Montanha, o percurso também contará com uma escalada de categoria 1, reforçando o caráter montanhoso da etapa.

Os participantes deixam Campos do Jordão e seguem em direção a Santo Antônio do Pinhal, passando pela região aproximadamente no quilômetro 21. Depois, o percurso conduz os ciclistas para áreas de menor altitude, chegando a uma região próxima dos 900 metros.

A principal escalada do percurso curto começa aproximadamente no quilômetro 45. A partir daí, são cerca de 12 quilômetros de subida até o Topo da Serra Velha, localizado por volta do quilômetro 57.

O trecho leva novamente os participantes para uma altitude superior a 1.600 metros. Depois do topo, restam aproximadamente nove quilômetros até a chegada em Campos do Jordão.

Assim, os dois percursos terão características próprias. O desafio longo reúne 107 km, 2.300 metros de altimetria acumulada e a disputa de Rei e Rainha da Montanha. Já o percurso curto terá 66 km, 1.300 metros de altimetria e uma subida de categoria 1, sem a classificação específica para os escaladores.

L’Étape Brasil leva conceito do Tour de France para a Serra da Mantiqueira

O L’Étape Brasil começou no país em 2015, em Cunha (SP), e ao longo dos anos passou a integrar o calendário de grandes eventos de ciclismo de estrada voltados ao público amador.

Em 2026, o projeto passou por Cunha e Serra Negra, além da etapa de Campos do Jordão. A edição de Serra Negra substituiu a etapa anteriormente realizada no Rio de Janeiro.

A etapa de Campos do Jordão será concentrada neste domingo (27), com largada do percurso longo às 6h e do percurso curto às 7h20. O Village do evento ficará instalado no Campos Hall, antigo Campos do Jordão Convention Center, na região de Capivari.

A escolha de Campos do Jordão reforça a característica montanhosa da etapa. Com a presença da Serra da Mantiqueira, variações expressivas de altitude e diferentes tipos de subida ao longo do percurso, a prova coloca a capacidade de gerenciamento de esforço no centro da estratégia dos participantes.

Para quem disputar o percurso longo, entretanto, existe um objetivo adicional: chegar ao segmento final com energia suficiente para enfrentar os 12 quilômetros da montanha e buscar uma marca competitiva na classificação de Rei e Rainha da Montanha.

Mais do que uma subida isolada, o segmento será o resultado de tudo o que aconteceu nos quilômetros anteriores. É justamente essa combinação entre distância, altimetria, estratégia e tradição do ciclismo de estrada que transforma a montanha de Campos do Jordão em um dos pontos centrais do L’Étape Brasil 2026.

O L’Étape Campos do Jordão by Tour de France 2026 é apresentado pelo Nubank, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte e do Ministério do Esporte. Entre os patrocinadores oficiais estão Mitsubishi Motors, Specialized e Yopp. A Tissot é o relógio oficial, a Shimano responde pelo suporte oficial de bicicletas e o Hotel Toriba é o hotel oficial.

Também integram o evento Açaí Conexão Amazônia, Diklatex, Frescca, La Maglia, Liquidz, Pink Cheeks, Probiótica e Tachão, além de Gregario Cycling e Fotop.

Com mais de 3.500 participantes e dois percursos distintos, o domingo em Campos do Jordão colocará novamente a montanha no centro do ciclismo de estrada. Para os atletas dos 107 quilômetros, o desafio será ainda mais específico: transformar os últimos quilômetros de subida em desempenho e disputar uma classificação inspirada em uma das tradições mais conhecidas do Tour de France.

Fonte: Street Films | On Board 360

Agência On Board 360º

Flávio Perez
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