Davi Gabriel Vieira e Juliana Anaja vencem o Campeonato Paulista de Montanha 2026 em Mairiporã

Fonte: Federação Paulista de Ciclismo/ Divulgação Paparazzo

Prova disputada sob chuva e temperaturas baixas levou cerca de 120 ciclistas às subidas de Mairiporã, com chegada no tradicional Pico do Olho D’Água

São Paulo (SP) – Chuva, frio, subidas e muita exigência física marcaram o Campeonato Paulista de Montanha 2026, realizado em Mairiporã, na Grande São Paulo. Em uma manhã de condições climáticas adversas, cerca de 120 ciclistas enfrentaram os desafios impostos pelas elevações do município em busca dos títulos estaduais de uma das provas mais específicas do calendário da Federação Paulista de Ciclismo.

Disputado em etapa única, o campeonato teve como cenário de chegada o tradicional Pico do Olho D’Água, ponto conhecido dos ciclistas que treinam e competem na região. O percurso exigiu dos participantes não apenas força para superar as inclinações, mas também capacidade de controlar o ritmo e administrar o esforço diante de uma combinação de chuva e temperaturas baixas.

Na Elite Masculina, o título paulista ficou com Davi Gabriel Vieira, representante da Prefeitura de Franca. Depois de terminar a edição anterior na segunda colocação, o ciclista voltou a Mairiporã determinado a transformar o resultado em vitória. Desta vez, conseguiu superar os adversários e garantir a camisa de campeão estadual.

Renan Couto, da Localiza Meoo Swift Pro Cycling, terminou na segunda colocação, enquanto Leonardo Bendetti, da Santo Cycling Team, completou o pódio na terceira posição. Carlos Rafael de Oliveira, do Ciclismo Monte Alto, foi o quarto colocado, e Douglas Santiago, da Escalera CC, fechou o grupo dos cinco primeiros.

Entre as mulheres, Juliana Anaja, do Team Altino Osasco, confirmou sua força nas provas de montanha e conquistou novamente o título paulista. A ciclista repetiu a vitória obtida no ano passado e consolidou seu nome entre as principais especialistas da modalidade no estado.

A segunda colocação na Elite Feminina ficou com Larissa Cristina da Silva, da equipe Pref. Botucatu/Brasa Bike.

Davi transforma vice-campeonato em título

Fonte: Federação Paulista de Ciclismo/ Divulgação Paparazzo

A vitória de Davi Gabriel Vieira teve um significado especial. Em 2025, o ciclista havia terminado o Campeonato Paulista de Montanha na segunda colocação. Um ano depois, voltou ao mesmo desafio e conseguiu subir um degrau no resultado final.

O atleta da Prefeitura de Franca enfrentou as condições adversas encontradas em Mairiporã e confirmou o favoritismo construído durante a prova. Com a combinação de inclinações, chuva e frio, o campeonato exigiu dos participantes uma estratégia diferente daquela encontrada em competições disputadas em condições climáticas mais favoráveis.

Em provas de montanha, a capacidade de sustentar potência durante as subidas é fundamental, mas não é o único fator determinante. A escolha do ritmo e a administração das forças ganham importância à medida que o percurso avança, especialmente quando a chegada está localizada em um ponto de elevação como o Pico do Olho D’Água.

Davi conseguiu administrar essas exigências e terminou à frente de um grupo de adversários que também chegou à decisão estadual com experiência em diferentes competições do calendário paulista.

O resultado também representa uma evolução direta em relação à campanha anterior. Depois de conquistar a medalha de prata em 2025, o ciclista voltou à disputa com o objetivo de alcançar o título e terminou a prova no lugar mais alto do pódio.

Renan Couto fica com a prata

Fonte: Federação Paulista de Ciclismo/ Divulgação Paparazzo

Na segunda posição da Elite Masculina terminou Renan Couto, atleta da Localiza Meoo Swift Pro Cycling. O resultado garantiu a medalha de prata no campeonato estadual e colocou a equipe entre os destaques da competição.

A disputa pelas primeiras posições foi especialmente exigente diante das condições encontradas durante o evento. A chuva modificou a dinâmica da prova e aumentou a necessidade de atenção dos atletas, enquanto a temperatura baixa acrescentou uma dificuldade adicional ao esforço físico.

Em uma competição concentrada em um único dia, qualquer erro de ritmo pode ter impacto direto no resultado. Os atletas precisaram encontrar um equilíbrio entre atacar as subidas e preservar energia suficiente para manter o desempenho até os quilômetros finais.

Renan conseguiu completar o percurso entre os primeiros e assegurou a segunda posição na classificação da categoria principal masculina.

Leonardo Bendetti completa o pódio

A medalha de bronze ficou com Leonardo Bendetti, da Santo Cycling Team. O terceiro lugar completou o pódio da Elite Masculina em uma edição marcada pela dificuldade do clima e pelo perfil seletivo do percurso.

Bendetti terminou à frente de Carlos Rafael de Oliveira, do Ciclismo Monte Alto, quarto colocado, e Douglas Santiago, da Escalera CC, que fechou o Top 5.

A presença de diferentes equipes entre os cinco primeiros demonstra o caráter aberto da disputa, com ciclistas de diferentes estruturas esportivas competindo pelo título estadual.

Juliana Anaja repete conquista

Se no masculino Davi Gabriel Vieira conseguiu transformar o segundo lugar do ano anterior em título, no feminino Juliana Anaja fez o caminho inverso: manteve a posição conquistada em 2025 e voltou a subir no lugar mais alto do pódio.

Representando o Team Altino Osasco, Juliana foi a campeã da Elite Feminina e confirmou novamente sua capacidade de competir em percursos com características predominantemente montanhosas.

A atleta teve de enfrentar as mesmas condições adversas encontradas pelos homens. A chuva e o frio aumentaram o grau de dificuldade da competição e exigiram atenção durante toda a prova.

A vitória também reforça a presença de Juliana entre os principais nomes das provas de montanha no ciclismo paulista. Ao repetir o título, ela demonstra regularidade em uma modalidade na qual a capacidade de administrar o esforço e manter um ritmo consistente nas subidas pode ser decisiva.

Larissa Cristina da Silva, da Pref. Botucatu/Brasa Bike, terminou na segunda colocação e garantiu a medalha de prata.

Dois percursos e diferentes desafios

A programação do Campeonato Paulista de Montanha 2026 foi organizada em diferentes percursos, de acordo com as categorias participantes.

A programação teve início com a prova de 5 quilômetros, com largada no Ginásio de Esportes Florêncio Pereira, o Sarkizão, e chegada no Pico do Olho D’Água.

O percurso curto teve como principal característica a concentração dos esforços em uma distância reduzida. Em uma prova de montanha, isso significa que os participantes precisam imprimir intensidade desde os primeiros quilômetros, sem perder a capacidade de sustentar o esforço na aproximação da chegada.

Na sequência, foi realizada a prova de 29 quilômetros, destinada às categorias Elite, Sub-23, Sub-30, Júnior e Master Masculinas.

A largada aconteceu na Estrada do Rio Acima, enquanto a chegada foi novamente no Pico do Olho D’Água. Com uma distância maior, o percurso permitiu que as diferenças fossem construídas de maneira progressiva, exigindo dos ciclistas maior controle sobre o ritmo e a utilização das forças disponíveis.

O fato de todas as disputas terem como referência final o Pico do Olho D’Água deu à competição uma identidade bastante clara. A chegada em um ponto elevado transformou a escalada final em um dos momentos mais importantes do campeonato.

Chuva e frio aumentaram a dificuldade

O clima foi um dos protagonistas do Campeonato Paulista de Montanha 2026. A chuva acompanhou a competição e as temperaturas baixas tornaram ainda mais exigente o esforço dos aproximadamente 120 participantes.

Em uma prova essencialmente marcada por subidas, o frio pode representar uma dificuldade adicional para o organismo, enquanto a chuva interfere nas condições do piso e exige maior atenção ao comportamento da bicicleta.

Para os atletas, isso significa modificar alguns aspectos da estratégia. Em vez de simplesmente buscar a maior velocidade possível, é necessário encontrar um ritmo que permita manter o controle da bicicleta e preservar energia para os momentos decisivos.

As condições também tornam a chegada ainda mais simbólica. Depois de superar as inclinações do percurso em uma manhã de chuva e baixa temperatura, cruzar a linha de chegada no Pico do Olho D’Água representa o encerramento de um esforço que combina resistência física, capacidade técnica e estratégia.

Foi nesse cenário que Davi Gabriel Vieira e Juliana Anaja conseguiram se destacar dos demais concorrentes e conquistar os títulos estaduais.

A importância das provas de montanha

O Campeonato Paulista de Montanha ocupa um espaço particular dentro do calendário do ciclismo de estrada. Diferentemente de competições nas quais o desempenho pode ser construído principalmente a partir da velocidade em trechos planos ou da disputa coletiva entre equipes, as provas de montanha colocam em evidência a capacidade individual de sustentar esforço em inclinações.

O peso do ciclista, a potência produzida, a capacidade cardiovascular e a habilidade de distribuir o esforço ao longo da subida são alguns dos elementos que podem determinar o resultado.

Também existe uma dimensão estratégica. Atacar cedo demais pode significar gastar energia antes dos principais trechos de dificuldade, enquanto esperar excessivamente pode permitir que os adversários abram uma vantagem difícil de recuperar.

Por isso, mesmo em uma prova de etapa única, o campeonato exige preparação específica. Os ciclistas precisam chegar em condições de suportar uma competição intensa, mas também preparados para lidar com mudanças de ritmo e com as características particulares do percurso.

Em Mairiporã, essas exigências foram ampliadas pelo clima. A chuva e o frio fizeram com que a edição de 2026 tivesse uma dificuldade adicional e testaram ainda mais a capacidade dos atletas de manter o planejamento sob condições diferentes das ideais.

Mairiporã volta a ser cenário do ciclismo paulista

A realização do Campeonato Paulista de Montanha em Mairiporã também reforça a vocação do município para receber provas de ciclismo. Com suas características geográficas e presença de trechos de elevação, a cidade oferece condições para competições que exploram justamente a capacidade de escalada dos atletas.

O Pico do Olho D’Água, tradicional ponto de chegada da competição, tornou-se novamente uma referência para a disputa e um dos elementos mais marcantes do evento.

Para os participantes, a chegada representa o objetivo final de uma prova na qual cada quilômetro exige concentração. Para o público, é também um ponto privilegiado para acompanhar a definição dos títulos.

Ao concentrar a competição em uma única etapa, o campeonato aumenta o peso de cada decisão. Não há oportunidade de recuperar pontos ou compensar um resultado ruim em uma etapa seguinte. O desempenho apresentado em Mairiporã foi definitivo para a definição dos campeões paulistas de 2026.

Títulos ficam com Davi e Juliana

Ao final da disputa, Davi Gabriel Vieira, da Prefeitura de Franca, confirmou sua evolução em relação ao campeonato anterior e conquistou o título paulista da Elite Masculina.

O pódio masculino foi completado por Renan Couto, em segundo, e Leonardo Bendetti, em terceiro. Carlos Rafael de Oliveira terminou em quarto, enquanto Douglas Santiago fechou os cinco primeiros.

Na Elite Feminina, Juliana Anaja, do Team Altino Osasco, repetiu o título e manteve a hegemonia construída na edição anterior. Larissa Cristina da Silva, da Pref. Botucatu/Brasa Bike, ficou com a segunda colocação.

Mais do que definir os campeões estaduais, o Campeonato Paulista de Montanha 2026 colocou os ciclistas diante de uma prova que exigiu diferentes atributos ao mesmo tempo. Força para vencer as subidas, resistência para sustentar o esforço, estratégia para administrar o ritmo e controle para competir sob chuva e frio foram determinantes em Mairiporã.

A edição deste ano termina, assim, com dois campeões que chegam ao topo por caminhos diferentes. Davi Gabriel Vieira transformou o vice-campeonato de 2025 em seu primeiro lugar na edição de 2026, enquanto Juliana Anaja repetiu a vitória e confirmou novamente sua força nas provas de montanha.

O Campeonato Paulista de Montanha 2026 foi uma realização da FPCiclismo, com apoio da Prefeitura de Mairiporã e suas secretarias.

Resultados – Elite Masculino

  1. Davi Gabriel Vieira — Prefeitura de Franca
  2. Renan Couto — Localiza Meoo Swift Pro Cycling
  3. Leonardo Bendetti — Santo Cycling Team
  4. Carlos Rafael de Oliveira — Ciclismo Monte Alto
  5. Douglas Santiago — Escalera CC

Resultados – Elite Feminino

  1. Juliana Anaja — Team Altino Osasco
  2. Larissa Cristina da Silva — Pref. Botucatu/Brasa Bike

Mais informações: FPCiclismo

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Marcelo Eduardo Braga – MTB 18324
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