L’Étape Campos do Jordão 2026 terá 3.500 ciclistas e 107 km com 2.300 metros de altimetria

Subidas próximas dos 1.900 metros de altitude, longas descidas, montanhas categorizadas e até 2.300 metros de ganho de elevação estarão no caminho dos cerca de 3.500 ciclistas que participarão do L’Étape Campos do Jordão by Tour de France presented by Nubank, neste domingo (27), em Campos do Jordão (SP).

A etapa paulista do L’Étape Brasil terá dois percursos pelas estradas da Serra da Mantiqueira. O desafio longo terá 107 km e aproximadamente 2.300 metros de altimetria acumulada, enquanto o percurso curto contará com 66 km e cerca de 1.300 metros de ganho de elevação.

Mais do que uma diferença de distância, os dois trajetos apresentam características distintas de altimetria, distribuição das subidas e estratégia de prova. No percurso de 107 km, os ciclistas enfrentarão uma sequência de elevações logo nos primeiros quilômetros, alcançarão a região do Pico de Itapeva e, posteriormente, perderão uma quantidade significativa de altitude antes de encarar a escalada decisiva de volta a Campos do Jordão.

(Street Films | On Board 360)

Já no percurso de 66 km, a primeira metade apresenta uma tendência predominantemente descendente, com passagem por Santo Antônio do Pinhal (SP). A principal dificuldade aparece na segunda parte, quando os participantes encaram a Serra Velha, responsável por devolver o trajeto para altitudes superiores a 1.600 metros.

A configuração dos percursos faz com que a gestão de esforço seja um dos fatores importantes para quem pretende completar a prova com regularidade. As longas descidas alteram o ritmo, enquanto as variações de altitude fazem com que a distância restante não seja suficiente para determinar o nível de dificuldade dos quilômetros finais.

L’Étape Campos do Jordão terá dois desafios na Serra da Mantiqueira

O percurso longo, de 107 km, concentra cerca de 2.300 metros de altimetria acumulada. O curto, com 66 km, terá aproximadamente 1.300 metros.

Os dois trajetos começam em Campos do Jordão, em uma região situada próxima dos 1.600 metros de altitude. A partir da largada, entretanto, os perfis seguem caminhos diferentes.

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No longo, o ganho de elevação aparece imediatamente e conduz os ciclistas até a região do Pico de Itapeva, um dos pontos mais altos do percurso. Depois, a rota apresenta uma extensa perda de altitude, levando os participantes a regiões próximas dos 900 metros.

A dificuldade passa a ser, portanto, recuperar essa diferença altimétrica na segunda metade da prova. É justamente nesse retorno às regiões mais altas da Serra da Mantiqueira que estará localizado o segmento de Rei e Rainha da Montanha.

No percurso curto, a dinâmica é praticamente inversa. Depois da largada, os participantes descem progressivamente durante boa parte da primeira metade. A rota passa por Santo Antônio do Pinhal e chega a setores próximos dos 900 metros antes de iniciar a principal escalada do dia.

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Pico de Itapeva será um dos primeiros desafios do percurso longo

A largada do percurso de 107 km está marcada para as 6h. Logo nos primeiros quilômetros, os ciclistas deixam Campos do Jordão e iniciam uma sequência de subida.

O trajeto alcança a região do Pico de Itapeva aproximadamente no km 13, onde a montanha está indicada como uma subida de categoria 2.

Nesse ponto, a altitude se aproxima dos 1.900 metros, colocando o setor entre os pontos mais elevados de todo o L’Étape Campos do Jordão.

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A característica do trecho exige atenção à gestão de esforço. Como a subida acontece no início da prova, o ciclista ainda terá dezenas de quilômetros pela frente depois de atingir o Pico de Itapeva.

Após aproximadamente o km 18,5, o perfil passa a apresentar perda de altitude. A descida será prolongada e modificará completamente o cenário enfrentado nos primeiros quilômetros.

O primeiro ponto de corte do percurso longo estará localizado no km 30, no Portal da Entrada de Campos do Jordão, antes de uma extensa descida.

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A partir daí, os participantes entrarão em uma região muito diferente daquela encontrada no começo da prova.

Da altitude de quase 1.900 metros para regiões abaixo dos 1.000 metros

Uma das características mais importantes do percurso de 107 km é a amplitude da variação altimétrica.

Depois de passar por uma região próxima dos 1.900 metros no início, o ciclista descerá para setores em que a altitude ficará próxima dos 900 metros.

Essa diferença superior a 900 metros ajuda a explicar por que a segunda metade do percurso terá características tão diferentes da primeira.

Além da necessidade de controlar a velocidade e a condução durante as descidas, o participante precisa aproveitar os setores de menor exigência para alimentação e hidratação.

O primeiro ponto de alimentação do percurso longo estará indicado no km 60,5. Pouco depois, próximo do km 65, os ciclistas encontrarão o segundo ponto de corte, na região do Trevo Machadinho x Serra Velha.

A rota segue então até o retorno no Lajeado, no km 73,7, antes de iniciar novamente o deslocamento em direção ao Trevo Machadinho x Serra Velha.

O terceiro ponto de corte estará próximo do km 81.

É a partir dessa região que começa uma das partes mais importantes do percurso.

Rei e Rainha da Montanha serão definidos na parte final

Depois de alcançar uma das menores altitudes da prova, próxima dos 900 metros, o percurso longo inicia a recuperação de elevação em direção a Campos do Jordão.

A escalada final terá aproximadamente 12 quilômetros e 653 metros de ganho de altitude.

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Nesse trecho estará o segmento de Rei e Rainha da Montanha, uma das atrações esportivas do L’Étape Campos do Jordão 2026.

A inclinação varia ao longo da subida e chega a aproximadamente 7,8% de média em um dos quilômetros.

O posicionamento desse setor é especialmente relevante porque ele aparece depois de uma longa sequência de quilômetros e de uma perda considerável de altitude.

Para o ciclista, isso significa que a capacidade de distribuir a energia ao longo dos 107 km será determinante para enfrentar a subida final sem comprometer o desempenho.

Como explica Fernando Cheles, diretor técnico do L’Étape Brasil, a estratégia não deve considerar apenas a distância total.

“Mais do que olhar apenas para a distância, o ciclista precisa entender onde pode controlar o esforço e onde o percurso vai exigir mais. Há mudanças grandes de altitude, descidas longas e subidas posicionadas em momentos diferentes da prova. A estratégia passa por saber administrar energia, alimentação e hidratação para chegar aos setores decisivos em condições de manter o ritmo.”

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Percurso curto terá a Serra Velha como principal desafio

A largada do percurso de 66 km está prevista para 7h20.

Assim como no percurso longo, os participantes começam em uma altitude próxima dos 1.600 metros. A diferença está no comportamento do perfil nos primeiros quilômetros.

Em vez de iniciar com uma sequência prolongada de subida, o percurso curto apresenta uma perda progressiva de altitude durante boa parte da primeira metade.

A rota passa por Santo Antônio do Pinhal aproximadamente no km 21 e continua descendo até alcançar regiões próximas dos 900 metros.

O primeiro ponto de alimentação está localizado no km 33,8.

A partir aproximadamente do km 45, entretanto, o perfil muda de maneira significativa. É nesse ponto que começa a subida que conduzirá os participantes até o Topo da Serra Velha.

Serra Velha terá cerca de 12 quilômetros de subida

A escalada até o Topo da Serra Velha terá aproximadamente 12 quilômetros de ganho de altitude.

O ponto mais alto da subida está localizado próximo do km 57 e aparece identificado como uma montanha de categoria 1.

Durante a escalada, os participantes encontrarão outro ponto de alimentação, próximo do km 49,5.

O trecho representa uma recuperação altimétrica significativa. Os ciclistas sairão de uma faixa próxima dos 1.000 metros e voltarão a superar os 1.600 metros de altitude.

Depois do topo, restarão aproximadamente nove quilômetros até a chegada em Campos do Jordão.

Embora a Serra Velha seja uma montanha categorizada, o percurso curto não terá a disputa de Rei e Rainha da Montanha. Esse segmento será exclusivo dos participantes inscritos no desafio de 107 km.

Alimentação e hidratação também fazem parte da estratégia

A altimetria da Serra da Mantiqueira coloca a gestão energética entre os aspectos importantes para os participantes.

Em provas de ciclismo de estrada com grande variação de altitude, o esforço não é distribuído de maneira uniforme. Subidas prolongadas aumentam a demanda física, enquanto descidas podem permitir recuperação parcial, embora também exijam atenção à condução e ao posicionamento.

Por isso, os pontos de alimentação e hidratação distribuídos pelos percursos fazem parte da estratégia de prova.

No percurso longo, a distância entre os primeiros setores de montanha e os pontos de apoio posteriores também reforça a importância de o participante iniciar a prova com uma estratégia definida.

A recomendação técnica da organização é observar não apenas os quilômetros percorridos, mas principalmente o perfil altimétrico que ainda será enfrentado.

Estrutura reunirá cerca de 3.500 ciclistas

O L’Étape Campos do Jordão 2026 reunirá aproximadamente 3.500 ciclistas, com participantes dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, além de ciclistas de países vizinhos.

Para atender ao volume de participantes, a organização terá uma equipe de mais de 300 profissionais, distribuídos entre as áreas técnicas, apoio aos atletas, assistência mecânica, alimentação, hidratação, segurança e operação de trânsito.

Os dois percursos contarão com pontos de apoio e assistência ao longo das rotas.

No percurso longo também haverá pontos de corte, utilizados pela organização como parte da operação esportiva e de segurança.

A dimensão da estrutura é compatível com uma prova que utiliza estradas da Serra da Mantiqueira e envolve diferentes municípios, trechos urbanos e rodoviários.

Village amplia experiência do L’Étape Campos do Jordão

A programação começa antes da largada.

O Village do evento estará instalado no Campos Hall, antigo Campos do Jordão Convention Center, em Capivari. O espaço funcionará como ponto de encontro entre ciclistas, acompanhantes, público e marcas durante o fim de semana.

Além da retirada de kits, o local reunirá ativações e produtos e serviços ligados ao ciclismo.

A proposta amplia a experiência do participante para além das horas de competição, criando um ambiente de encontro para quem viaja até Campos do Jordão para participar ou acompanhar a prova.

L’Étape Brasil chega a mais uma etapa em 2026

A edição de Campos do Jordão faz parte do calendário 2026 do L’Étape Brasil.

Neste ano, o evento também passou por Cunha (SP) e Serra Negra (SP), cidade que substituiu o Rio de Janeiro (RJ) no calendário.

O L’Étape Brasil começou no país em 2015, em Cunha (SP), seguindo o conceito internacional associado ao Tour de France.

A etapa de Campos do Jordão mantém essa proposta ao utilizar as características montanhosas da Serra da Mantiqueira como elemento central da experiência esportiva.

O Tour de France é uma marca da A.S.O. (Amaury Sport Organisation).

Serviço: L’Étape Campos do Jordão 2026

O L’Étape Campos do Jordão by Tour de France presented by Nubank será realizado neste domingo, 27 de setembro, em Campos do Jordão (SP).

A largada do percurso longo, de 107 km e aproximadamente 2.300 metros de altimetria, está marcada para 6h.

O percurso curto, de 66 km e aproximadamente 1.300 metros de ganho de elevação, terá largada às 7h20.

Entre os principais pontos de interesse estão o Pico de Itapeva, no percurso longo, e a Serra Velha, presente no desafio curto e também relacionada à parte decisiva do percurso longo.

O evento é apresentado pelo Nubank, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte e do Ministério do Esporte.

São patrocinadores oficiais Mitsubishi Motors, Specialized e Yopp. A Tissot é o relógio oficial; a Shimano responde pelo suporte oficial de bicicletas; e o Hotel Toriba é o hotel oficial.

Entre as marcas oficiais estão Açaí Conexão Amazônia, Diklatex, Frescca, La Maglia, Liquidz, Pink Cheeks, Probiótica e Tachão. Gregario Cycling e Fotop também integram o evento.

Para os participantes, o desafio será combinar resistência, controle de ritmo, alimentação, hidratação e capacidade de enfrentar longas variações de altitude. Para o público do ciclismo, os dois percursos oferecem um retrato das características que fazem da Serra da Mantiqueira um dos cenários mais exigentes para o ciclismo de estrada no Brasil.

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