Fernando Toldi e Rachel Olson vencem o Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo

Brasileiro confirma vitória em casa, enquanto norte-americana conquista seu primeiro triunfo no Brasil em prova marcada pela chuva na Cidade Universitária

São Paulo (SP) – Chuva, temperatura mais baixa e uma disputa acirrada marcaram a sexta edição do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo, realizada neste domingo na Cidade Universitária, em São Paulo. Em condições climáticas adversas, que exigiram atenção redobrada principalmente dos atletas durante o ciclismo, Fernando Toldi, do Brasil, e Rachel Olson, dos Estados Unidos, conquistaram as vitórias na categoria profissional.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

A competição reuniu atletas para os tradicionais 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, totalizando 70,3 milhas — distância que dá nome ao circuito IRONMAN 70.3. Com a estrutura concentrada no CEPEUSP, a prova novamente colocou os competidores diante de um percurso urbano e de uma operação logística de grande porte.

No masculino, Fernando Toldi completou a prova em 3h48min21s, garantindo a vitória depois de protagonizar uma recuperação importante durante a meia maratona. O brasileiro terminou à frente de André Lopes, segundo colocado com 3h49min46s, e de Reinaldo Colucci, terceiro, com 3h50min13s.

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Na disputa feminina, Rachel Olson cruzou a linha de chegada em 4h23min54s, conquistando sua primeira vitória em território brasileiro. A brasileira Mariana Borges de Andrade terminou na segunda colocação, com 4h33min18s, enquanto Luma Guillen completou o pódio, em 4h36min31s.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

Fernando Toldi vence após reação decisiva na corrida

A vitória de Fernando Toldi foi construída ao longo das três modalidades. O brasileiro teve uma participação consistente desde a natação e conseguiu sair da água integrado ao primeiro grupo, ocupando inicialmente a terceira posição.

O desempenho na primeira modalidade foi considerado um dos pontos importantes para o resultado final, já que permitiu ao atleta começar o ciclismo em contato direto com os principais concorrentes.

Durante os 90 quilômetros de ciclismo, Toldi permaneceu entre os líderes, mas viu Reinaldo Colucci assumir a dianteira e construir uma vantagem significativa. A situação colocou o paulistano diante da necessidade de administrar o esforço e, ao mesmo tempo, preservar condições físicas para a meia maratona.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

A definição acabou acontecendo justamente na corrida.

Com ritmo constante ao longo dos 21,1 quilômetros, Toldi foi progressivamente reduzindo a diferença para Colucci. A aproximação ganhou força a partir da segunda metade da meia maratona e, já na parte final da prova, o brasileiro conseguiu assumir a liderança.

“Fiz uma natação muito boa, até me surpreendi de sair no primeiro grupo, em terceiro. Mantive-me na ponta no ciclismo, mas o Reinaldo assumiu a liderança e abriu um gap considerável. Consegui fazer uma corrida muito boa, muito constante, e buscar a primeira colocação na última volta. Estou muito contente com essa vitória”, destacou Toldi.

A ultrapassagem decisiva aconteceu por volta do quilômetro 17 da corrida. Segundo o campeão, naquele momento ele já havia reduzido significativamente a diferença e percebeu que poderia disputar a vitória.

“Lá pelo quilômetro 15 eu já via que estava muito próximo. No 17, encostei e depois fui ampliando a vantagem. Foi uma prova muito boa”, completou.

O resultado confirma a importância da capacidade de distribuição de esforço em provas de média distância. Depois de nadar no grupo da frente e permanecer competitivo no ciclismo, Toldi conseguiu reservar energia para a etapa final e transformar a corrida em seu principal momento de recuperação.

Chuva muda dinâmica do ciclismo em São Paulo

Além da disputa esportiva, o clima foi um dos elementos que interferiram diretamente na dinâmica da competição.

A chuva deixou o asfalto mais escorregadio e exigiu atenção dos atletas, especialmente em curvas e trechos de mudança de direção. Ao mesmo tempo, a temperatura mais baixa reduziu o impacto térmico sobre os competidores durante a corrida.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

Para Toldi, o balanço das condições climáticas acabou sendo positivo.

“O clima mais fresco ajuda. Os tempos são mais baixos. Atrapalha um pouco mais no ciclismo, nos contornos, porque fica um pouco mais liso, mas, no geral, deixa a prova um pouco mais rápida. Considero que foi bom”, explicou.

Em uma competição de 70,3 milhas, a relação entre temperatura, hidratação, esforço e estratégia ganha importância significativa. A necessidade de controlar o ritmo no ciclismo para chegar em boas condições à meia maratona também foi determinante para a disputa masculina.

O resultado final mostra uma diferença de apenas 1min25s entre Toldi e André Lopes, enquanto Colucci terminou somente 1min52s atrás do vencedor. O equilíbrio evidencia o nível da disputa entre os primeiros colocados.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

Rachel Olson conquista primeira vitória no Brasil

Na prova feminina, Rachel Olson teve uma atuação consistente nas três modalidades e conquistou um resultado especial em sua trajetória esportiva.

A norte-americana venceu com o tempo de 4h23min54s, abrindo vantagem suficiente para administrar a parte final da prova e garantir o primeiro lugar.

Fonte: Fábio Falconi/Unlimited Sports

A vitória ganhou ainda mais significado pelo vínculo da atleta com o Brasil. Olson é casada com André Lopes, vice-campeão masculino em São Paulo. Dessa forma, o casal terminou o mesmo IRONMAN 70.3 ocupando o primeiro e o segundo lugares de suas respectivas categorias profissionais.

“Foi uma natação difícil, mas forcei bastante na bicicleta e fiz uma corrida incrível. Vencer aqui parece surreal; este é o meu segundo lar, o público e todo o apoio foram incríveis, tornaram o dia inesquecível. Fiquei emocionada por vencer em São Paulo e quero voltar em 2027 e repetir o feito”, afirmou Rachel.

A norte-americana terminou a competição com uma vantagem de 9min24s sobre Mariana Borges de Andrade, que ficou com a segunda colocação.

Mariana relatou que começou a prova atrás na natação e precisou adotar uma estratégia agressiva durante o ciclismo para tentar diminuir a diferença.

Mariana Borges de Andrade busca recuperação durante a corrida

Segunda colocada entre as profissionais, Mariana Borges de Andrade teve uma prova marcada pela tentativa de recuperação ao longo das três modalidades.

Na natação, a brasileira saiu atrás das principais concorrentes e praticamente realizou o trecho de forma isolada. Sem ter uma referência precisa sobre a posição das demais atletas, precisou ajustar sua estratégia durante a transição para o ciclismo.

“Saí atrás na água e nadei praticamente sozinha. Nem sabia quantas atletas estavam na minha frente. No início da bike, tentei forçar bastante porque queria diminuir a diferença para a Rachel”, explicou.

A estratégia funcionou parcialmente. Mariana conseguiu reduzir a diferença para menos de um minuto em determinado momento do ciclismo, mas Rachel voltou a ampliar a vantagem nos 30 quilômetros finais.

O esforço empregado na bicicleta, entretanto, teve impacto na corrida.

“Cheguei a ficar a menos de um minuto dela, mas, nos últimos 30 quilômetros, ela começou a abrir novamente, principalmente na parte final. Então pensei: vou manter um ritmo firme para garantir uma boa corrida. Só que essa força inicial na bike acabou comprometendo um pouco e saí bem quebrada para correr”, afirmou Mariana.

Durante a meia maratona, a brasileira precisou administrar também uma ameaça de cãibra. Por isso, optou por começar a corrida de maneira mais conservadora antes de aumentar progressivamente o ritmo.

“Na corrida, a Rachel já tinha aberto uma diferença boa. Além disso, terminei a bike sentindo uma ameaça de cãibra, então fiz uma primeira volta mais conservadora. Depois fui me hidratando, melhorando e consegui fazer uma corrida progressiva. Estou muito feliz por conseguir garantir o segundo lugar”, completou.

O resultado colocou Mariana no segundo lugar do pódio, seguida por Luma Guillen, que completou a prova em 4h36min31s.

Sexta edição consolida o IRONMAN 70.3 em São Paulo

Realizado na Cidade Universitária, o Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo integra o calendário de provas de triatlo de média distância realizadas no Brasil.

A competição combina três modalidades em sequência: 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida. A distância total de 113 quilômetros exige dos atletas não apenas velocidade, mas também capacidade de administrar esforço, alimentação, hidratação e transições.

A estrutura concentrada no CEPEUSP funciona como ponto central da competição, enquanto o percurso utiliza diferentes áreas da capital paulista para formar o desafio esportivo.

Em 2026, a prova foi realizada sob chuva, acrescentando uma variável adicional para os atletas. No ciclismo, o asfalto molhado exigiu maior atenção em curvas e contornos. Na corrida, por outro lado, a temperatura mais baixa foi apontada por Toldi como um fator favorável ao desempenho.

A edição deste ano também manteve a presença de atletas profissionais brasileiros e estrangeiros, reforçando o caráter internacional da competição.

Histórico de campeões do IRONMAN 70.3 São Paulo

Com a vitória de Fernando Toldi e Rachel Olson, a edição de 2026 acrescentou dois novos nomes à lista de campeões da prova.

No masculino, Toldi passa a integrar um histórico que inclui nomes como Manuel Messias, campeão em 2025; Santiago Ascenço, vencedor em 2024; José Belarmino, campeão em 2023 e 2019; e Felipe Bergamini, vencedor em 2022.

Entre as mulheres, Rachel Olson sucede Djenyfer Arnold, campeã em 2025. A lista também conta com Ana Laura Almeida, vencedora em 2024; Carolina Carvalho, campeã em 2023; Patrícia Franco, vencedora em 2022; e Fernanda Palma, campeã em 2019.

A relação também evidencia a continuidade da competição no calendário nacional, apesar da interrupção entre 2019 e 2022.

Resultados do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo 2026

Masculino – Profissional

  1. Fernando Toldi (BRA) – 3h48min21s
  2. André Lopes (BRA) – 3h49min46s
  3. Reinaldo Colucci (BRA) – 3h50min13s

Feminino – Profissional

  1. Rachel Olson (EUA) – 4h23min54s
  2. Mariana Borges de Andrade (BRA) – 4h33min18s
  3. Luma Guillen (BRA) – 4h36min31s

Campeões por edição

  • 2026: Fernando Toldi (BRA) e Rachel Olson (EUA)
  • 2025: Manuel Messias (BRA) e Djenyfer Arnold (BRA)
  • 2024: Santiago Ascenço (BRA) e Ana Laura Almeida (BRA)
  • 2023: José Belarmino (BRA) e Carolina Carvalho (BRA)
  • 2022: Felipe Bergamini (BRA) e Patrícia Franco (BRA)
  • 2019: José Belarmino (BRA) e Fernanda Palma (BRA)

O Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo é organizado pela Unlimited Sports e conta com Nubank Ultravioleta como title sponsor. A competição também reúne patrocinadores, copatrocinadores e apoiadores de diferentes segmentos ligados ao esporte, desempenho, alimentação, saúde e mobilidade.

A sexta edição termina com dois protagonistas diferentes, mas com histórias igualmente marcantes. Fernando Toldi construiu sua vitória a partir de uma corrida consistente e de uma recuperação decisiva nos quilômetros finais. Rachel Olson, por sua vez, conquistou sua primeira vitória no Brasil e dividiu o pódio simbólico do casal com André Lopes, vice-campeão masculino.

Em uma edição marcada pela chuva e pelas condições mais frias em São Paulo, a prova reforçou uma das principais características do triatlo de média distância: a capacidade de combinar estratégia, resistência e controle de esforço ao longo de mais de três horas de competição.

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