Gustavo Xavier e Isabella Lacerda lideram favoritos ao título da CiMTB em Congonhas

Fonte: Gustavo Epifânio/Epic Fotos


A temporada histórica de 30 anos da Copa Internacional de Mountain Bike (CiMTB) chega ao momento decisivo com duas disputas que concentram grande parte das atenções em Congonhas, Minas Gerais. Entre os dias 25 e 27 de setembro, a Praça de Eventos da cidade receberá a etapa final da competição, reunindo alguns dos principais nomes do mountain bike brasileiro e estrangeiro em três dias de provas e diferentes formatos de competição.

Para dois atletas, entretanto, o fim de semana terá um significado ainda maior. Gustavo Xavier e Isabella Lacerda chegam à decisão na liderança das classificações gerais da Super Elite Masculina e Feminina, respectivamente, e entrarão nas pistas defendendo a camiseta de líder da competição.

A etapa será disputada em três modalidades: Short Track (XCC), Cross Country Olímpico (XCO) e Maratona (XCM). A programação oferece características distintas de competição e exigirá dos atletas não apenas velocidade, mas também resistência, capacidade de adaptação e estratégia.

Além da definição dos campeões da temporada de 2026, a etapa de Congonhas terá importância internacional por distribuir pontos para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI). Com o ciclo olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028 já em andamento, cada ponto conquistado pode representar um passo importante na busca por uma vaga olímpica.

A combinação entre a celebração dos 30 anos da CiMTB, a definição dos títulos gerais e a pontuação internacional transforma Congonhas em um dos principais eventos do calendário nacional de mountain bike neste ano.

Gustavo Xavier chega como líder absoluto

Fonte: Gustavo Epifânio/Epic Fotos

Na Super Elite Masculina, Gustavo Xavier construiu uma campanha marcada pela regularidade e por um alto número de vitórias. Nas etapas realizadas em Conceição do Mato Dentro e Araxá, o atleta conquistou quatro vitórias e dois segundos lugares, desempenho que lhe permitiu chegar à etapa final na primeira posição da classificação geral.

Xavier soma 280 pontos, enquanto Alex Malacarne aparece na segunda colocação, com 260 pontos. Mário Couto, com 191 pontos, ocupa a terceira posição e completa o grupo dos principais candidatos à liderança.

A vantagem de 20 pontos sobre Malacarne coloca Gustavo em uma posição privilegiada, mas ainda não permite tratar a disputa como definida. Em uma etapa que reunirá três diferentes formatos de competição, a pontuação e o desempenho em cada corrida poderão alterar a classificação final.

Mais do que defender a liderança, Gustavo chega a Congonhas diante da possibilidade de conquistar pela primeira vez o título geral da CiMTB na categoria Super Elite. O feito também o colocaria no Hall da Fama da competição, que reúne outros 14 campeões gerais entre os homens.

O atleta reconhece a importância do momento e destaca a preparação específica para os três formatos que serão disputados na etapa decisiva.

“Expectativa muito boa, porque estou muito bem preparado para XCC, XCO e XCM. Nosso time, Supera Racing BR, vem liderando a competição por equipes e também as modalidades individualmente, então espero poder conquistar pela primeira vez esse título geral da CiMTB”, comentou Gustavo Xavier.

O ciclista também lembrou que seu último título na competição foi conquistado ainda na categoria Júnior. Agora, busca repetir o feito em uma das principais categorias do campeonato.

“Estou muito bem fisicamente e chegamos a Congonhas com nossa equipe muito unida. Animado e sei que vai ser muito bom curtir a etapa final, em uma pista diferente. Será minha primeira vez em uma Maratona em Congonhas, o que também gera uma expectativa bem interessante”, acrescentou.

A declaração evidencia um dos desafios particulares da etapa final: embora o XCC e o XCO façam parte da rotina dos principais atletas de cross country, a Maratona acrescentará uma exigência diferente ao fim de semana.

Disputa masculina ainda está aberta

A vantagem de Gustavo Xavier sobre Alex Malacarne é relativamente curta diante do que estará em jogo em Congonhas. Com diferentes provas compondo a etapa, cada resultado poderá ser determinante para a definição da classificação geral.

Malacarne chega, portanto, como principal perseguidor do líder. Com 260 pontos, está apenas 20 atrás de Xavier e mantém possibilidades matemáticas de buscar a primeira posição.

Mário Couto, com 191 pontos, aparece mais distante, mas também integra o grupo de atletas que podem influenciar diretamente a disputa pelas primeiras posições.

A situação transforma cada largada em uma corrida estratégica. Um atleta que eventualmente não tenha o melhor resultado em uma modalidade poderá compensar a pontuação nas demais, enquanto um erro, problema mecânico ou queda pode comprometer a campanha construída ao longo das etapas anteriores.

Para Gustavo, o objetivo será transformar a vantagem acumulada durante a temporada em seu primeiro título geral da Super Elite.

Isabella Lacerda busca o sexto título

Fonte: Ney Evangelista/Epic Fotos

Se no masculino Gustavo Xavier tenta escrever pela primeira vez seu nome entre os campeões gerais da Super Elite, no feminino Isabella Lacerda chega a Congonhas com uma missão igualmente histórica: conquistar o hexacampeonato geral da Copa Internacional de Mountain Bike.

A liderança de Isabella foi construída principalmente pela regularidade. Ao longo das etapas disputadas até agora, a atleta acumulou três segundos lugares, que renderam 120 pontos, e três terceiros lugares, responsáveis por outros 108 pontos.

Com isso, chegou aos 228 pontos na classificação geral.

A principal perseguidora é Raiza Goulão, que soma 180 pontos e está 48 atrás da líder. Na sequência aparecem Gabriela Ferolla, com 167 pontos; Karen Olimpio, com 150; e Hercília Najara, com 125.

Embora a vantagem de Isabella seja maior que a de Gustavo no masculino, a atleta prefere não concentrar sua preparação na diferença de pontos. Para ela, a estratégia passa por controlar aquilo que está ao seu alcance: desempenho, execução e capacidade de competir no melhor nível possível.

“Tento não pensar nessa vantagem. Para falar a verdade, estou mais focada em pensar em mim e na minha performance, entregando um excelente trabalho, com o resultado sendo uma sequência de tudo isso”, avaliou Isabella.

A atleta também reconhece o peso histórico de um eventual sexto título.

“Espero sim conseguir a vantagem e trazer o título para casa, porque a Copa Internacional sempre foi foco e objetivo para mim, desde o início da minha carreira”, completou.

Hexacampeonato seria marca histórica

A possibilidade de conquistar seis títulos gerais representa uma dimensão especial para Isabella, especialmente pelo peso que a CiMTB adquiriu ao longo das últimas décadas no desenvolvimento do mountain bike brasileiro.

A competição se tornou uma referência para atletas de diferentes gerações e, ao longo de sua história, passou a integrar o calendário internacional da modalidade. Para Isabella, chegar à decisão com a possibilidade de conquistar o sexto campeonato é algo que não estava nos planos quando iniciou a carreira.

“Para falar a verdade, nunca imaginei quando eu comecei, que poderia estar disputando meu sexto título na Copa Internacional, o maior evento da América Latina, entre os principais eventos que temos do mountain bike mundial”, afirmou.

A atleta sabe, entretanto, que a disputa só termina quando a última prova for concluída.

“Seria um grande feito conquistar o hexacampeonato. Espero que dê tudo certo e que eu consiga entregar uma excelente performance. Até cruzar a linha de chegada do último dia, vou fazer meu máximo, para sair com a consciência de que fiz meu máximo esforço”, destacou.

Três modalidades em três dias

A etapa de Congonhas terá uma programação que permitirá aos atletas disputar diferentes formatos do mountain bike ao longo do fim de semana.

O Short Track (XCC) será responsável por colocar os competidores em uma prova mais curta e intensa, na qual posicionamento, explosão e capacidade de acelerar repetidamente são fundamentais.

Na sequência, o Cross Country Olímpico (XCO) será o principal desafio tradicional do cross country, combinando subidas, descidas, obstáculos técnicos e trechos de alta velocidade. A modalidade exige equilíbrio entre potência, resistência e habilidade técnica.

Por fim, a Maratona (XCM) acrescentará uma dimensão de resistência à etapa. Percursos mais longos exigem controle de ritmo, gerenciamento de energia e capacidade de manter desempenho durante um período significativamente maior.

A variedade é também uma das características que tornam a etapa especial para o público. Durante três dias, Congonhas receberá diferentes perfis de competição, desde disputas rápidas e explosivas até uma prova de longa duração.

Pontuação UCI aumenta importância de Congonhas

Além da disputa pelo título da CiMTB, os atletas profissionais terão outro incentivo para buscar bons resultados. As três provas da etapa — XCC, XCO e XCM — distribuirão pontos para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI).

O XCC será uma prova Classe 3, distribuindo até 10 pontos, enquanto XCO e XCM serão classificadas como Classe 1, com até 60 pontos.

A pontuação ganha importância adicional porque o ranking olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028 já está em andamento. Dessa forma, os resultados obtidos em Congonhas podem contribuir para a campanha de atletas brasileiros e estrangeiros na busca pela classificação olímpica.

A CiMTB possui longa experiência nesse processo. Desde 2004, a competição distribui pontos para o ranking mundial da UCI e participou de diferentes ciclos olímpicos, contribuindo para a preparação e classificação de atletas para Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024.

Agora, Congonhas também passa a integrar o caminho rumo a Los Angeles 2028.

30 anos de história

A etapa final de 2026 também será marcada pela celebração das três décadas da Copa Internacional de Mountain Bike. A primeira prova da CiMTB foi realizada em 1996, e desde então a competição se tornou uma das principais plataformas de desenvolvimento do mountain bike no Brasil.

Ao longo desse período, a organização participou de diferentes projetos de relevância nacional e internacional. Em 2018, por exemplo, Congonhas recebeu pela primeira vez no Brasil uma etapa da Copa do Mundo de Mountain Bike Eliminator.

Em 2022, a CiMTB foi responsável pela realização da etapa de abertura da Copa do Mundo Mercedes-Benz de Mountain Bike, em Petrópolis. Dois anos depois, em 2024, organizou a etapa de Araxá da WHOOP UCI Mountain Bike World Series.

Em 2025, Araxá voltou ao centro das atenções internacionais com uma inédita rodada dupla da Copa do Mundo.

Outro capítulo importante da história da organização foi a construção da pista de mountain bike dos Jogos Olímpicos Rio 2016, considerada uma das melhores pistas da história olímpica da modalidade desde sua estreia nos Jogos, em 1996.

A experiência acumulada ao longo desses 30 anos contribuiu para transformar a CiMTB em uma competição capaz de reunir atletas profissionais, categorias de base, amadores e participantes iniciantes em um mesmo ambiente.

Mais de 60 categorias abertas

A etapa de Congonhas também terá espaço para além da elite. As inscrições seguem abertas para a temporada comemorativa de 30 anos, com mais de 60 categorias disponíveis.

A programação foi estruturada para permitir que os participantes escolham entre as modalidades ou disputem os três formatos ao longo do fim de semana.

Além das categorias destinadas aos atletas profissionais e competidores experientes, a CiMTB mantém opções voltadas para quem está começando no mountain bike. Entre elas estão o Passeio na Maratona e a Categoria Kids, que ampliam o acesso à competição e ajudam a aproximar novos praticantes da modalidade.

Ao todo, são 62 categorias previstas para o evento.

As inscrições são limitadas e podem ser realizadas pela plataforma oficial de inscrição. Para garantir uma vaga na etapa de Congonhas, os interessados devem acessar a página do evento na Sympla.

Informações sobre categorias, programação, regulamento e demais detalhes estão disponíveis no site oficial da CiMTB.

Congonhas como palco da decisão

A escolha de Congonhas para a etapa final acrescenta um componente especial à temporada. Conhecida como a “Cidade dos Profetas”, a cidade mineira possui histórico de receber grandes eventos de mountain bike e já foi palco de competições internacionais.

Agora, volta a ocupar posição central no calendário da modalidade justamente no ano em que a CiMTB celebra seus 30 anos.

Durante o último fim de semana de setembro, os holofotes estarão voltados para os líderes da Super Elite. Gustavo Xavier defenderá uma vantagem de 20 pontos e buscará seu primeiro título geral. Isabella Lacerda, por sua vez, tentará transformar uma campanha marcada pela regularidade em seu sexto campeonato.

Ao mesmo tempo, Alex Malacarne, Mário Couto, Raiza Goulão, Gabriela Ferolla, Karen Olimpio e Hercília Najara estarão entre os nomes que podem interferir na definição das classificações.

Com três modalidades, pontuação internacional e títulos em jogo, a etapa promete encerrar a temporada de 30 anos da CiMTB em alto nível competitivo.

Para Gustavo e Isabella, no entanto, o objetivo é ainda mais específico. O primeiro busca entrar definitivamente para a história da competição com seu primeiro título na Super Elite. A segunda tenta ampliar uma trajetória já vitoriosa e alcançar uma marca que, até pouco tempo atrás, parecia distante: seis títulos gerais.

A resposta será conhecida entre os dias 25 e 27 de setembro, quando Congonhas receberá a última etapa da temporada histórica da Copa Internacional de Mountain Bike.

Sobre a Associação Mountain Bike BH

A Copa Internacional de Mountain Bike em Congonhas é uma realização da Associação Mountain Bike BH de Ciclismo, responsável pelo projeto Copa Internacional de Mountain Bike para Todos – Ano V, processo nº 71000.094343/2025-31.

O projeto foi aprovado por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006) e regulamentado pelo Decreto nº 6.180/2007, junto ao Ministério do Esporte.

A iniciativa tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do mountain bike brasileiro, ampliando o acesso ao esporte e fortalecendo a modalidade por meio de competições de alto nível técnico e eventos que permitam a participação de diferentes públicos.

Mais informações sobre a CiMTB:
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Assessoria de Imprensa
Gustavo Coelho
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