Volta Ciclística de Santa Catarina: Chileno Francisco Kotsakis vence a etapa 1 e veste camisa de líder
Pomerode (SC), 2 de setembro de 2026 – Ciclista da equipe Plus Performance Zeo Sport, do Chile, chega na frente da grande largada na região do Vale Europeu, entre Pomerode e Ascurra; Nesta quinta-feira (3), etapa 2 terá 135 km em Ituporanga – Fotos: Lucas Hanh/Volta Ciclística de Santa Catarina
A Volta Ciclística de Santa Catarina 2026 começou oficialmente nesta quarta-feira (2), dando início a cinco dias de competição que colocam novamente o estado no centro das atenções do ciclismo de estrada nacional e internacional. A primeira etapa já mostrou que os atletas terão pela frente uma disputa marcada por velocidade, mudanças constantes de terreno, desafios técnicos e diferentes características de percurso ao longo da competição.
Com chancela da UCI America Tour, na categoria 2.2, a Volta reúne 18 equipes e ciclistas de sete nacionalidades. Além da busca pela vitória em cada etapa e pela classificação geral, os atletas também estão em busca de pontos importantes para o ranking das Américas, em um ciclo que tem como horizonte os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Na abertura da competição, o destaque ficou com o chileno Francisco Kotsakis, da equipe Plus Performance Zeo Sport. O ciclista foi o primeiro a cruzar a linha de chegada após os 117,2 quilômetros entre Pomerode e Ascurra e, com o resultado, assumiu a camisa amarela de líder da classificação geral.

Fonte: Lucas Hanh/Volta Ciclística de Santa Catarina
Kotsakis completou o percurso em 2h32min51s, em uma chegada decidida no sprint e que coroou o trabalho coletivo realizado pela equipe chilena nos quilômetros finais. A vitória também mostrou a força do time na preparação para a chegada, especialmente depois que a fuga do brasileiro Bruno Lemes foi neutralizada.
A primeira etapa passou por alguns dos principais municípios do Vale Europeu catarinense. Depois da largada em Pomerode, os ciclistas enfrentaram trechos por Rio dos Cedros, Timbó, Benedito Novo e Rodeio, antes de chegarem a Ascurra. A chegada foi instalada em frente ao histórico Colégio Salesiano São Paulo, onde os atletas disputaram os metros decisivos da jornada.
Embora o percurso não apresentasse uma altimetria considerada elevada para os padrões de uma prova por etapas, com aproximadamente 744 metros de ganho acumulado, a etapa esteve longe de ser simples. A combinação de diferentes tipos de piso tornou a prova especialmente exigente do ponto de vista técnico.

Fonte: Lucas Hanh/Volta Ciclística de Santa Catarina
Em determinados trechos, os ciclistas precisaram passar por ruas de paralelepípedo e estradas de terra. A poeira levantada pelo próprio pelotão dificultou a visibilidade e aumentou a possibilidade de problemas mecânicos, enquanto as mudanças constantes de superfície exigiram atenção redobrada dos atletas.
Essa característica contribuiu para deixar a corrida mais imprevisível. Mesmo com uma altimetria relativamente baixa, os ciclistas precisaram administrar não apenas o esforço físico, mas também a escolha das linhas, o posicionamento dentro do pelotão e os riscos associados às condições do terreno.
Outro elemento que teve influência importante foi o clima. Depois de uma semana marcada por fortes chuvas em Santa Catarina, os atletas encontraram uma condição bastante diferente nesta quarta-feira. A temperatura chegou a aproximadamente 27ºC, aumentando o desgaste principalmente durante os momentos mais intensos da corrida.

Fonte: Lucas Hanh/Volta Ciclística de Santa Catarina
A mudança nas condições meteorológicas também ajudou a transformar a dinâmica da prova. Com o piso mais seco em determinados setores, a poeira passou a ser uma presença constante, enquanto os trechos de paralelepípedo e terra aumentaram a possibilidade de furos e outros problemas mecânicos.
Foi nesse cenário que a fuga de Bruno Lemes ganhou protagonismo durante boa parte da etapa. O brasileiro tentou construir uma vantagem suficiente para surpreender o pelotão, mas o movimento acabou neutralizado antes da chegada. A partir daí, as equipes voltadas à disputa do sprint começaram a assumir maior controle da corrida.
Nos quilômetros finais, a Plus Performance Zeo Sport mostrou organização e colocou seus atletas em posição privilegiada. O trabalho da equipe chilena foi fundamental para que Kotsakis chegasse aos últimos metros com condições de disputar a vitória.
O próprio vencedor destacou a importância do trabalho coletivo depois da chegada.

Fonte: Lucas Hanh/Volta Ciclística de Santa Catarina
“Viemos em grupo para a parte mais importante da etapa, que era a parte final dentro da cidade. Chegamos na reta final bem posicionados, e a equipe fez todo o trabalho para que eu fizesse o meu nos últimos 100 metros. Mostramos que somos uma equipe rápida e estamos muito felizes com esse resultado”, afirmou Francisco Kotsakis durante a transmissão oficial do evento.
A estratégia funcionou. Nos últimos 100 metros, o chileno aproveitou o posicionamento construído pelos companheiros e confirmou a vitória, assumindo também a liderança geral da Volta Ciclística de Santa Catarina.
Brasileiro termina em quarto e mira camisa branca
O melhor brasileiro na primeira etapa foi Pedro Freitas, da Taubaté Cycling Team / Tarumã. O ciclista terminou na quarta colocação e iniciou a Volta em uma posição importante na disputa pela camisa branca, destinada ao melhor jovem da competição.
Freitas esteve entre os atletas que tentaram responder ao avanço dos ciclistas chilenos nos momentos decisivos. Apesar do esforço, não conseguiu alcançar os primeiros colocados antes da linha de chegada.
Segundo o brasileiro, a aproximação do final da etapa aconteceu de maneira bastante rápida. Ele explicou que a equipe percebeu a proximidade da chegada apenas quando encontrou a sinalização indicando o último quilômetro.
“Só me dei conta que estávamos no último quilômetro quando vi a placa da distância. Foi quando a nossa equipe acelerou, fez o trabalho e tentamos sair cortados. Mais próximos da chegada, percebemos que os chilenos estavam escapando. Consegui vir de trás, mas não deu para alcançá-los”, relatou Pedro Freitas.
O quarto lugar, entretanto, deixa o brasileiro bem colocado para a sequência da competição, principalmente considerando que as características dos próximos percursos serão bastante diferentes das encontradas na abertura.
Primeiras camisas da Volta SC
Com a conclusão da primeira etapa, as principais classificações da Volta Ciclística de Santa Catarina já ganharam seus primeiros líderes.
Francisco Kotsakis assumiu a camisa amarela, destinada ao líder da classificação geral. O chileno começa, portanto, a segunda etapa com a responsabilidade de defender a vantagem construída no primeiro dia.
A camisa verde, destinada ao líder da classificação por pontos e aos velocistas, ficou com Luan Carlos Rodrigues Silva, da ACRS Cycling Team / Semel / Audax / RoyalCiclo.
Já a camisa de bolinhas, que identifica o melhor ciclista na classificação de montanha, foi conquistada por Cristian Lazzari, também da ACRS Cycling Team / Semel / Audax / RoyalCiclo. O atleta venceu o Prêmio KOM Strava, disputado em um ponto especialmente simbólico do percurso.
A subida foi realizada no local de homenagem a Hans Fischer, um dos grandes nomes da história do ciclismo de estrada brasileiro e atleta nascido em Pomerode. A disputa pelo prêmio de montanha, portanto, teve um significado especial dentro da etapa de abertura.
A camisa branca, destinada aos ciclistas mais jovens, com até 23 anos, será vestida nesta quinta-feira (3) por Luiz Fernando Bonfim, da Localiza Meoo / Swift Pro Cycling.
Segunda etapa aumenta a dificuldade
Depois de uma abertura relativamente rápida, os ciclistas terão pela frente uma segunda etapa com características bastante diferentes. Nesta quinta-feira (3), a competição será realizada em Ituporanga, em um circuito de aproximadamente 126,95 quilômetros, com largada e chegada no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor.
A mudança mais significativa está na altimetria. Enquanto a primeira etapa apresentou cerca de 744 metros de ganho acumulado, o percurso de Ituporanga chega a aproximadamente 2.271 metros de desnível positivo.
A diferença deverá mudar completamente a dinâmica da prova. Os velocistas que tiveram espaço para disputar a vitória em Ascurra poderão encontrar mais dificuldades, enquanto os atletas com características de escaladores e aqueles que conseguem suportar melhor as mudanças de ritmo deverão ganhar protagonismo.
Depois de Ituporanga, a Volta segue para a Serra Catarinense. Na sexta-feira (4), os ciclistas terão uma das etapas mais emblemáticas da competição, entre Urubici e o Mirante do Alto da Serra do Rio do Rastro, passando por São Joaquim. Serão 108,71 quilômetros e aproximadamente 1.917 metros de desnível acumulado.
No mesmo dia, Orleans receberá o contrarrelógio por equipes, com 19,39 quilômetros e apenas 49 metros de ganho de elevação. A prova contra o relógio será outro momento importante para a classificação geral, já que a capacidade de trabalhar coletivamente poderá provocar mudanças significativas na disputa pela camisa amarela.
No sábado (5), será realizada a quarta etapa, entre Orleans e Bom Jardim da Serra, novamente com passagem pelo Mirante do Alto da Serra do Rio do Rastro. O percurso terá 138,52 quilômetros e cerca de 2.755 metros de desnível positivo, configurando-se como uma das jornadas mais duras da Volta.
A competição será encerrada no domingo (6), em Florianópolis. A quinta etapa terá 70,99 quilômetros e 440 metros de altimetria, levando o pelotão para um cenário completamente diferente daquele encontrado na Serra Catarinense.
Ao todo, os ciclistas enfrentarão aproximadamente 581,85 quilômetros e 8.176 metros de desnível positivo durante a Volta.
Etapa 1 – 2/9
Pomerode – Capela Santo Antônio – Ascurra
📏 117,29 km | ⛰️ 744 m
https://loc.wiki/t/273016843?h=gp2k492ljp&wa=so&la=pt
Etapa 2 – 3/9
Ituporanga / Ituporanga
📏 126,95 km | ⛰️ 2.271 m
https://loc.wiki/t/280829733?wa=share&og=JzFsGY63NQ8
Etapa 3 – 4/9
Urubici – São Joaquim – Mirante do Alto da Serra Rio do Rastro
📏 108,71 km | ⛰️ 1.917 m
https://loc.wiki/t/273446173?h=gp2k492ljp&wa=so&la=pt
Contrarrelógio por Equipes – 4/9 – Orleans
📏 19,39 km | ⛰️ 49 m
https://loc.wiki/t/273266879?h=gp2k492ljp&wa=so&la=pt
Etapa 4 – 5/9
Orleans – Mirante do Alto da Serra – Bom Jardim da Serra
📏 138,52 km | ⛰️ 2.755 m
https://loc.wiki/t/273312520?h=gp2k492ljp&wa=so&la=pt
Etapa 5 – 6/9
5ª Etapa – 6/9 – Florianópolis
📏 70,99 km | ⛰️ 440 m
https://loc.wiki/t/281046631?h=gp2k492ljp&wa=so&la=pt
Total: 581,85 km | 8.176 m de desnível
Ciclismo profissional e participação popular
Além da competição profissional, a edição de 2026 também amplia a possibilidade de participação do público. A organização preparou desafios amadores que permitem aos ciclistas recreativos experimentar parte da atmosfera de uma grande competição, utilizando percursos e estruturas associados à Volta.
A proposta aproxima o evento de diferentes públicos e transforma a competição em uma experiência que vai além do pelotão profissional. As inscrições estão disponíveis pelo site oficial da Volta SC.
No sábado (5), será realizado o Desafio Volta SC Rio do Rastro. A prova terá largada em Lauro Müller e chegada no topo do Mirante da Serra do Rio do Rastro, um dos cenários mais conhecidos do ciclismo catarinense. Serão oferecidas categorias Road, Gravel, E-bike e MTB.
Na segunda-feira, feriado de 7 de setembro, será a vez do Desafio Volta SC Floripa. A Beira-Mar Continental, em Florianópolis, será o palco para largada e chegada, com participação nas categorias Road, Gravel e MTB.
Volta SC também movimenta o turismo
A dimensão da Volta Ciclística de Santa Catarina ultrapassa os limites esportivos. Ao atravessar diferentes regiões do estado, a competição também funciona como uma ferramenta de promoção do turismo esportivo e movimenta uma ampla cadeia de serviços.
Hotéis, restaurantes, estabelecimentos comerciais, produtores locais e empresas ligadas ao turismo são diretamente beneficiados pela passagem das equipes, atletas, profissionais e espectadores.
A cada etapa, a competição apresenta uma nova característica de Santa Catarina. O Vale Europeu oferece seus municípios de forte tradição cultural e paisagens marcadas pela influência da colonização europeia. Na Serra Catarinense, entram em cena as montanhas, o clima mais frio e as estradas que se tornaram referência entre ciclistas. Já Florianópolis encerra a competição combinando o ambiente urbano, o litoral e as paisagens naturais.
Dessa maneira, a Volta se apresenta não apenas como uma competição internacional, mas também como uma vitrine para diferentes destinos catarinenses.
Onde acompanhar a Volta Ciclística de Santa Catarina
Quem não estiver nas cidades por onde a competição passa poderá acompanhar a Volta Ciclística de Santa Catarina por meio das plataformas oficiais do evento.
A organização realiza transmissões diárias, além de disponibilizar bastidores, entrevistas, resultados e conteúdos exclusivos. A cobertura em tempo real começa 15 minutos antes de cada largada.
As principais etapas e os momentos decisivos também terão transmissão pelo canal oficial da Volta Ciclística de Santa Catarina no YouTube, enquanto as redes sociais do evento concentram atualizações e informações sobre a competição.
A Volta SC conta com patrocínio institucional da Fesporte, Programa de Incentivo ao Esporte (PIE) e Governo de Santa Catarina, além da supervisão da UCI America Tour e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).
A realização é da Pedala Itapema e da AACESC (Associação de Apoio à Cultura e ao Esporte de Santa Catarina), com organização do Grupo Corre Brasil.
A edição 2026 tem patrocínio de Havan, Proaço, Soul Cycles, RVB, Hot Buttered, Aunna, RAM e Pirelli. O evento também conta com apoio de Disauto, Fibra Sports, Feel Good, Banana Brasil, Santuá, Nathir e Alquimia da Saúde, além do apoio institucional das prefeituras de Pomerode, Orleans e Florianópolis.
Com a vitória de Francisco Kotsakis na abertura, a Volta Ciclística de Santa Catarina começa com uma disputa aberta e diferentes possibilidades para os próximos dias. A velocidade vista em Ascurra dará lugar, já nesta quinta-feira, a um percurso mais montanhoso em Ituporanga. Depois, a Serra Catarinense deverá definir boa parte da classificação geral antes da chegada em Florianópolis.
A camisa amarela, portanto, já tem dono, mas ainda está longe de ter um destino definido. A partir de agora, cada subida, descida, ataque, fuga e segundo conquistado poderá ser decisivo para determinar quem chegará a Florianópolis vestindo a camisa de campeão da Volta Ciclística de Santa Catarina 2026.
Informações para imprensa
SixComm Comunicação – Danilo Caboclo
danilo@gruposix.com.br – 48 9.9177-8099

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